domingo, 1 de novembro de 2009

Semana de 27-28-29 de Outubro

Nessa semana seguindo a questão norteadora “Diferenças e semelhanças na cidade e no grupo”, os jovens começaram a discutir o grupo, suas diferenças e semelhanças.
Pra levantar a questão da diversidade no grupo foi feita a atividade da “Linha de diferenças e semelhanças”, onde foi riscada uma linha no chão onde dividia o grupo em dois lados, assim toda vez que era falado uma característica específica, quem a possuísse dava um passo até a linha, dessa forma os jovens mostraram onde se assemelhavam e onde se diferenciavam no grupo.
Após a atividade da linha foi aberta uma conversa sobre a importância das diferenças e das semelhanças para formação de um grupo.
Também nesse dia foram feitas algumas dinâmicas de integração do grupo, visando uma maior aproximação do jovens.
Ao final das dinâmicas foi lido em conjunto a poesia “O estatuto do homem” do poeta Thiago de Melo.
Para fazer a discussão da exploração no pátio do colégio a turma foi dividida em quatro grupos, onde os jovens discutiram sobre suas impressões da exploração e o que mais lhe chamou atenção.
Depois cada grupo através de recortes de revistas apresentaram suas impressões da exploração montando um painel de imagens.
Após a montagem do painel foi aberta uma discussão sobre a exploração no Pátio do colégio onde os jovens trouxeram as questões discutidas nos grupos.
Para iniciar a discussão sobre grupo e sobre qual o objetivo de um grupo, os jovens fizeram uma rápida “Cartografia dos grupos”.
Foram levantados quais os grupos que eles já participaram e quais as suas experiências no trabalho em grupo.
A maioria dos jovens já passou por grupos de jovens de Igreja (catequese), grêmios estudantis, grupos de dança e alguns já participaram de alguns programas sociais (C.J., Agente Jovem).
Depois dessa cartografia, o próximo passo foi discutir qual o objetivo de um grupo e qual o objetivo do grupo do PJU.
Para isso a turma foi dividida em grupos e através de leitura e análise de textos que falavam de alguns grupos (Skinheads Neo-nazis), o grupo discutiu sobre a questão de existir jovens que se reúnem em grupos não somente para construir, mas para destruir e assim colocou-se em pauta o fato do PJU ser um grupo com o objetivo de construir e trabalhar em conjunto.
A semana foi finalizada com uma exploração no centro de São Paulo, visando observar quais os grupos que estão na cidade, quais as semelhanças e as diferenças com esses grupos.
Para essa exploração os jovens seguiram um roteiro onde passaram pela Praça da Sé, Vale do Anhangabaú, Praça Ramos, Galeria do Rock, Galeria Afro e Galeria Olido.
A exploração foi encerrada com uma aula de dança de salão na galeria Olido, onde os jovens entraram na dança e se envolveram com os outros alunos de dança, de idades e estilos diferentes.

Vandei Oliveira
Educador - PJU-IPJ


Atividade de aproximação do grupo - "O espelho"

Atividades de aproximação do grupo - "O espelho"

Produção com recortes de imagens, sobre a exploração no Pátio do Colégio



























Semana de 20-21-22 de Outubro

Na terça-feira dia 20/10 a primeira atividade do dia foi a “Explorando a Exploração”, através do jogo dos sinais: ! (Interessante) - ? (Dúvida) – X (não gostou), a idéia foi discutir sobre a exploração no Banespão, levantando as questões relacionadas a cidade (sensações, tempo).
Os jovens falaram de suas sensações ao andarem no movimentado centro da cidade e também quais as suas sensações ao olharem a cidade do alto do prédio do Banespa.
Foi unânime a questão de ver a cidade de tão alto, os jovens comentaram que nunca haviam sonhado com essa oportunidade que o PJU proporcionou.
Em seguida, após uma pequena avaliação dos primeiros dias no PJU, foram feitos os combinados do grupo, pequenas regras para a boa convivência em grupo.
Depois de fazer os combinados, os jovens participaram de uma oficina de produção de livros artesanais, feito com papelão e customizado por eles.
Para essa oficina foram apresentados, como modelo, para os jovens alguns livros de Literatura Periférica que usam essa técnica de cadernos artesanais.
Os cadernos produzidos pelos jovens serão seus cadernos de anotações para registrar os encontros.
Nesse esse encontro foi o grupo recebeu mais duas integrantes, a Aline e a Paloma.
No encontro da quarta-feira, os jovens foram já incentivados a escreverem em seus cadernos para isso tiveram como parâmetro a crônica.
Foram apresentadas aos jovens duas crônicas, a primeira,“Aquele Casal” de Carlos Drummond de Andrade, foi apresentada através de um CD, do livro “Crônica na sala de aula – Itaú cultural” e a segunda, “Memórias de um mendigo” do escritor de Literatura Periférica Sacolinha, tirada do livro”85 Letras e um disparo”.
Assim eles ouviram a primeira crônica e em seguida em duplas, leram a segunda crônica e depois discutiram semelhanças entre as duas crônicas, levantando elementos típicos de uma crônica.
Para discussão sobre as crônicas foram apresentados minimamente para o jovens o que é uma crônica e quais os seus principais elementos e em seguida os jovens foram incentivados a escreverem em seus cadernos crônicas sobre a exploração que fizeram no centro da cidade.
Na quinta-feira dia 22/10 os jovens fizeram uma exploração no Pátio do Colégio.
A idéia da exploração foi colocar em pauta a questão da diversidade da cidade, de entender como e por quem a cidade foi construída, para a partir daí começar a discutir a diversidade de grupos que a cidade apresenta e como o jovem se vê dentro dela, também se organizando também em grupo.


Cadernos de anotações








Oficina de cadernos artesanais

Oficina de cadernos artesanais

Oficina de cadernos artesanais

Oficina de cadernos artesanais

Oficina de cadernos artesanais

Exploração Pátio do Colégio

Exploração Pátio do Colégio

Exploração Pátio do Colégio

Semana de 13-14-15 de Outubro

Nessa semana os jovens apresentaram as cartografias produzidas no encontro anterior, cada grupo apresentou seus mapas e os jovens fizeram comentários sobre suas relações com a rua e com o bairro.
Também foi feita uma leitura em conjunto com os jovens do poema “Vista Cansada” de Otto Lara Resende.
Depois da leitura foi aberta um bate-papo sobre a questão do “olhar cartográfico”, como o jovem olha para seu bairro, sua cidade, seu espaço.
Os jovens falaram de suas impressões sobre a poesia e a relação com a cartografia produzida.
Nessa semana os jovens fizeram uma primeira exploração no bairro, com o “óculos”, “Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver”.
Foi pedido para grupos observarem os lugares por onde passarem, tentando descobrir com outro olhar lugares novos.
A exploração foi finalizada na praça do Mercado Municipal de Guaianases, onde os grupos falaram sobre as suas impressões nessa primeira exploração no bairro.
“O nosso grupo destaca os comércio de Guaianase, tem bastante, mas as pessoas não receberam bem a gente” (Wellinton), “A gente destaca as crianças jogando bola no campinho lá no “buraco do sapo” e também as crianças graffitando um muro” (Natali),
“O que me atenção do nosso grupo foram os moradores de rua, aqui tem bastante” (Graziela), “O nosso grupo destacou os moradores de rua que ficam aqui na praça do mercado, conversei com eles, e um deles falou que eles não precisam só de roupa e de comida, e se agente quiser ajudá-los é melhor vir aqui conversar com eles e ver as outras coisas que eles precisam” (Alexandra).
Para discutir com os jovens as questões “Qual o tempo da cidade” e “quais as sensações que a cidade te causa”, os jovens produziram alguns relógios, com tamanhos e cores diversas e logo após a produção dos relógios eles marcaram encontros em determinados horários com seus colegas, montando duplas para discutir as questões, provocando assim a discussão sobre a relação que o jovem tem com a cidade.
Numa roda de conversa os jovens falaram das sensações que a cidade lhes causa, medo da violência, alegria pela liberdade, angústia por se sentir só, etc...
Em relação a questão “Qual o tempo da cidade”, as respostas foram as mais variadas:
“O tempo da cidade é indeterminado” Wellington, “A cidade não para, ela é 24 horas”, Graziela, “O tempo não é da cidade, mas é das pessoas que estão na cidade”, Felipe.
Para fechar a semana, com o óculos, “Todo ponto de vista é a vista de um ponto”, na quinta-feira dia 15/10, foi feita a primeira exploração no centro da cidade, no Almirante do Banco Banespa.
Os jovens estavam bastante ansiosos em relação a essa exploração, o resultado não poderia ser melhor, pois todos ficaram eufóricos ao chegarem na torre do Banespa, uma mistura de espanto com a altura e encantamento com a visão da cidade.
O silêncio falava através dos olhos brilhantes de todos admirados com a imensidão de São Paulo.
Lá de cima o primeiro impulso era procurar na imensidão o bairro do Lajeado, e também localizar pontos turísticos da cidade, como a Av. Paulista, Praça da Sé, etc..
Ao descerem do prédio e depois das fotos para registrar esse grande momento para o grupo, fomos para o Pátio do Colégio, para finalizarmos a exploração com direito a explorar o interior da Igreja do Pátio.

Vandei Oliveira
Educador PJU-IPJ

Exploração no Banespa

Exploração no Banespa

Exploração no Banespa

Exploração no Banespa

Exploração no Banespa

Exploração no Banespa

Cartografia do bairro

Cartografia do bairro

Cartografia do bairro

Cartografia do bairro

Exploração no bairro - Mercadão de Guaianaes

Exploração no bairro - Casa do norte

Exploração no bairro - Campinho do buraco do sapo

Exploração no bairro - Córrego em Guaianases

sábado, 10 de outubro de 2009

Jovens Urbanos 5ª Ed. - Turma da Manhã

Jovens turma da manhã - Pedrinho em ação


Atividade Roda viva


Momento de Leitura


Cartografia do bairro


Momento de produção

Jovens Urbanos 5ª Ed. - Turma da Tarde - Primeira Semana

Primeiro dia 07/10
Nesta primeira semana do PJU, a idéia foi apresentar um pouco do programa para os jovens e fazer com que eles se conheçam e se aproximem.
Através de uma brincadeira de troca de crachás os jovens procuravam o outro que estava com o seu nome e depois um apresentava o outro para toda a turma.
Para animar a apresentação dos nomes, os jovens cantaram junto com o Pedro (Educador da manhã, o “rap da apresentação.”
Logo em seguida foi feita para os jovens uma breve apresentação do PJU, sua metodologia, sua organização e também foi apresentado um pouco do que é o IPJ, estas apresentações ficaram por conta do Renato (Coordenador do PJU-IPJ).
Na segunda parte do encontro foram disponibilizados livros de literatura periférica (contos, poemas, poesias, crônicas), para os jovens lerem, depois foi pedido para os jovens escolherem alguns contos ou poesias que mais se aproxime de sua estória de vida.
Depois que os jovens leram alguns trechos e comentaram sobre as estórias lidas, foi feita uma leitura do poema “Mataram João Ninguém” (Anderson Herzer), e comentado um pouco da estória de vida de Anderson e sobre o seu livro “A queda para o Alto”.
Após os jovens conhecerem algumas estórias de vidas de outras pessoas (através das poesias, contos), foi solicitado que cada jovem contasse sua estória de vida.
Para isso os jovens produziram um escudo de quatro partes (Roda Viva), e cada parte do escudo representava uma fase de sua vida, do nascimento aos 06 anos, dos 07 aos 13 anos (infância), o presente (situação atual) e o futuro (expectativas com o PJU).
Para essa produção foram disponibilizados para os jovens diversos materiais.
Para finalizar o encontro, foi falado sobre a importância do registro, da escrita na história de nossa vida e assim foi apresentada a proposta do “diário de bordo” como uma alternativa de registro da história do grupo, do PJU 5ª Ed.

Vandei Oliveira
Educador, turma da tarde – PJU-IPJ.


Jovens Urbanos da Tarde - "È nóis na foto"


Atividade Roda Viva

Apresentação da galera

Segundo dia - 08/10
O encontro da quinta-feira dia 08/10, já começou com a leitura do diário de bordo, logo em seguida começou a apresentação da “Roda Viva”, cada jovem contou sua história de vida para a turma.
Este foi um momento muito importante para a integração do grupo, pois as histórias contadas pelos jovens traziam momentos de suas vidas, alegres, tristes, engraçados, e todos esses relatos fizeram com quê o grupo se aproximá-se um pouco, e também serviu para cada um conhecer um pouco da vida do outro.
Na segunda parte do encontro foi apresentada para os jovens a questão da “Cartografia”, depois de apresentar para os jovens o que é uma cartografia, foi pedido para os jovens se dividirem em grupos de acordo com o bairro onde mora, para conversarem sobre as suas relações com a rua e o bairro onde moram e assim construírem coletivamente um mapa (um grande quebra-cabeça) do bairro onde moram e quais os percursos feitos até chegar ao IPJ.
Assim finaliza a primeira semana do PJU 5ª no IPJ, um primeiro momento para apresentar um pouco do que será todo o PJU.
Um momento muito significativo, já que os jovens demonstraram muito interesse pelas propostas apresentadas, e muita disposição para as produções iniciais.

Vandei Oliveira
Educador, turma da tarde – PJU-IPJ.


Materiais e produções


Momento de leitura


Cartografia do Bairro

JOVENS URBANOS 5ª Edição - Apresentação Pública










quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O que foi o "Jovens Urbanos" em uma frase...